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4º QUARTO TRIMESTRE 2016 PRA JOVÊNS - EM ESPIRITO E VERDADE


Lição 1. O REAL SIGNIFICADO DA ADORAÇÃO E DO LOUVOR
Lição 2.A OBEDIÊNCIA COMO ADORAÇÃO
Lição 3. A ADORAÇÃO APÓS A QUEDA
Lição 4. ADORAÇÃO COMO CUMPRIMENTO DA VONTADE DE DEUS
Lição 5.A SEPARAÇÃO DE UM POVO PARA ADORAÇÃO EXCLUSIVA
Lição 6. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ADORAÇÃO E DO LOUVOR
Lição 7. QUANDO O LEGALISMO SUBSTITUI A ADORAÇÃO
Lição 8. A LEMBRANÇA DA ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO
Lição 9. A ADORAÇÃO INTEGRAL ENSINADA POR JESUS
Lição 10. A ADORAÇÃO SEM CONHECIMENTO
Lição 11. A FORMA DO CULTO
Lição 12. MODISMOS NA ADORAÇÃO E NO LOUVOR
Lição 13. A IGREJA LOUVARÁ ETERNAMENTE AO SENHOR





4º QUARTO TRIMESTRE DE 2016- O Deus de toda Provisão

Lição 13. 25/12/2016 A IGREJA LOUVARÁ ETERNAMENTE AO SENHOR





tEXtO dO dia
SÍNtESE
"Cada dia te bendirei e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos."
(Sl 145.2)
Se tudo tem uma razão de ser, somente o Criador poderia dar sentido a cada detalhe do universo. Alegre-se, você é a realização do mais lindo projeto de Deus. Por isso, você nasceu para adorar.
Agenda de leitura
SEGUNDA - Sl 30.12
O desejo do salmista

QUINTA - Fp 4.20
O único digno de todo louvor
TERÇA - Sl 111.10
O louvor a Deus é o que permanece para sempre
SEXTA - Jd 25
Um cântico da Igreja Primitiva
QUARTA - Ap 7.12
O cântico dos anjos
SÁBADO - Sl 79.13
O povo de Deus o louvará para sempre
Objetivos
o   DEMONSTRAR que a adoração é um privilégio da humanidade.
o   REFLETIR a respeito do privilégio de louvar a Deus eternamente.
o   RESSALTAR a verdade de que nascemos para uma vida de adoração.
Interação
Caro(a) educador(a), como diz o pregador, "melhor é o fim das coisas do que o princípio delas[...]" (Ec 7.8). Sinceramente espero que sua jornada de estudo e ensino tenha sido uma experiência tão gratificante quanto foi desenvolver esta lição bíblica. Torço para que seu ministério seja mais e mais abençoado. São poucas as pessoas que se dedicam ao ensino da Palavra, muito menos aquelas que se especializam em comunicar as verdades profundas do Evangelho na linguagem dos jovens. Se ninguém jamais reconheceu sua chamada, vocação e dedicação, como um mensageiro de Deus, para sua vida desejo declarar: seu trabalho não é inútil, pois é feito para o Senhor!
Aproveite esse final de trimestre para, em particular, fazer uma análise sobre o desenvolvimento das aulas e crescimento de seus alunos. Coletivamente, celebre, louve a Deus, confraternize-se com sua classe, afinal de contas você e eles merecem. PARABÉNS!!!
Orientação Pedagógica
Você vai precisar de  uma caixa com objetos variados, papel e lápis. Entregue as folhas e lápis aos alunos. Em seguida informe-os que a medida que você for retirando os objetos de dentro da caixa eles terão 30 segundos para escrever qual a finalidade deles. Use a quantidade de objetos que quiser, quanto mais diferentes forem as finalidades dos mesmos melhor. Depois de apresentar os objetos que você selecionou, faça suspense para a última pergunta que você fará, e então os indague: "Você, enquanto pessoa, nasceu para quê?" Seus alunos terão mais dificuldade para responder essa pergunta, lembre-os dos 30 segundos. Concluindo solicite a participação de alguns educandos, especialmente para falarem a respeito de suas respostas a última pergunta. Finalize esse momento afirmando enfaticamente para cada aluno que eles nasceram para adorar ao Pai celeste.
Texto bíblico
Apocalipse 4.6-9
6. E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal, e, no meio do trono e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos por diante e por detrás.
7. E o primeiro animal era semelhante a um leão; e o segundo animal, semelhante a um bezerro; e tinha o terceiro animal o rosto como de homem; e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
8. E os quatro animais tinham, cada um, respectivamente, seis asas e, ao redor e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.
9.E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre,
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
É a respeito da vida eterna, e o que faremos no céu diante do trono de Deus, que falaremos nesta última lição do trimestre. Fomos criados para a adoração, salvos para o louvor, e seremos glorificados para eternamente venerar o Criador.

I -  O FIM DO COMEÇO
1. Deus requer adoração de seus filhos. Depois de termos estudado todo um trimestre a respeito da relação entre Deus e a adoração que a Ele oferecemos, devemos ter bastante claro que adoração não é uma necessidade do Senhor, mas um privilégio de toda a criação. Lembremo-nos de que o Criador não tem carência alguma (Rm 11.35,36). O Deus do cristianismo não é como as divindades do panteão grego. Segundo a mitologia grega Zeus, Apolo, Baco, Atenas, etc., eram imortais - não eternos -, e precisavam das orações dos humanos para manter a sua vitalidade. Nosso Deus, ao contrário, é Criador, livre e independente. A adoração do universo a Ele é pura gratidão (Sl 69.34).
2. Tudo que tem fôlego, louve ao Senhor. A finalidade de toda criação é louvar ao Senhor (Sl 19.1). Se a simples existência de algo ou alguém no universo, ou alguma de suas ações, não exaltam ao nome do Criador, este ser, ou suas ações, estão fora do propósito eterno criado por Deus para eles (Is 45.9-12). A redenção oferecida por Jesus tem como finalidade religar todas as conexões que um dia foram quebradas, mas que clamam por restauração. A criação, desta forma, deve ser vista como um ato soberano e gracioso de Deus. O louvor e a adoração por nós oferecidos ao Senhor dota de sentido nossa existência, diante do caos cósmico originado pela Queda.
3. Os efeitos da Queda sobre a totalidade das coisas. Como bem sabemos, não foi apenas a humanidade que herdou consequências tristes depois da Queda (Gn 3.16,17,19). Também a natureza sofreu uma série de revezes que tinham como principal objetivo atingir a relação daquela com o Criador (Gn 3.18). O projeto satânico era impedir que cada ser do universo, especialmente a humanidade, se tornasse pleno por meio da adoração. Já que o Inimigo havia caído de seu estado originário e negado-se a reconhecer ao Senhor como único merecedor de louvor e adoração, este também desejava conduzir o homem e o restante da natureza ao mesmo estado sombrio, solitário e decadente (Gn 3.7; 1 Tm 1.17). Foi por isso que ainda no início de tudo, Deus anunciou qual seria o fim (Gn 3.15). Deste ponto em diante da história, iniciou-se uma contagem regressiva de dois momentos: o primeiro, registrando no tempo o sacrifício de restauração de todas as coisas; e o segundo momento, ainda em contagem, marcando o reencontro de todas as coisas com o Criador para, eternamente assim permanecer.

 II -  O COMEÇO DO FIM
1. Nosso encontro com o Senhor. A imagem predileta que a Bíblia utiliza para falar do futuro encontro do povo de Deus com seu Criador/Salvador é de um momento extremamente feliz: um casamento (Mt 25; Ap 19.7,9). Na cultura do Oriente Antigo esta é uma das celebrações de maior importância social, efusivamente comemorada tanto pelos noivos como pela comunidade convidada. Não pode ser um tempo de tristeza, antes é de completa alegria. Se nossa separação originária foi trágica, mais especificamente, uma expulsão (Gn 3.22-24), nossa reconciliação plena será prazenteira (Is 62.5). A concepção de um tempo de exclusiva celebração deve ser algo para nos alegrar de modo extraordinário. As promessas bíblicas falam sobre o fim de todo tipo de sofrimento (Ap 21.3,4; 23-27). Não será um tempo de desocupação, e sim, um ativo período de adoração e contínuo conhecimento do Senhor.
2. O que faremos no céu. Lembremo-nos de que no céu não seremos anjos, continuaremos sendo nós mesmos com corpos glorificados (1 Co 15.54). Os santos anjos são mensageiros que adoram a Deus com sua obediência e serviço aos que creem em Jesus. Há até os serafins, que dizem "Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Is 6.3). As descrições que o livro do Apocalipse traz, ainda que em grande parte alegóricas, servem para ilustrar que existe uma arquitetura celeste, uma nova Jerusalém que possui áreas diferentes, cada uma destas com propósitos e componentes específicos. Em resumo, a vida no céu não será monótona e cheia de repetições.
3. A perfeita adoração. É Paulo quem nos assegura que o melhor que apresentamos para Deus hoje ainda está longe de ser tudo o que viveremos enquanto adoradores (1 Co 13.9-12). Creia, então, que todas as maravilhosas experiências com Deus, seus mais íntimos momentos de comunhão, são apenas vislumbres, percepções indiretas, da grande verdade que encontraremos no céu. Se hoje, em sua vivência cristã, já há alegria e contentamento por tudo aquilo que Cristo concedeu a você, tente imaginar como será a vida eterna com o Rei do universo (Is 62.8-12; Mt 19.28-30).

III -  UMA ETERNIDADE INTEIRA SÓ PARA ADORAR
1. Qual o sentido da vida? Essa talvez seja uma das grandes perguntas que vez por outra, nos interpela. De um modo geral as pessoas buscam respostas em várias fontes: dinheiro, relacionamentos, poder. Para nós, a resposta para essa pergunta deve ser simples: Nascemos para adorar (Jr 17.14). Tudo em nossa vida, literalmente, passará; nossa comunhão com Cristo permanecerá para todo sempre. É possível sofrermos decepções em várias áreas de nossas vidas. Jesus, todavia, sempre nos receberá de braços abertos (Is 40.11). Talvez não sejamos bons em muitas coisas que desejamos ser, entretanto, adorar é algo que fazemos naturalmente, por um impulso originário semeado por Deus em nosso ser. Quanto mais próximo de Deus ficamos, mais evidente torna-se quem o Pai é, e quem somos nós (Tg 4.8).
2. Diga não ao efêmero, a eternidade aguarda-te. Nós devemos deixar-nos afetar muito mais pelo futuro do que pelo passado (Fp 3.13,14). O horizonte de uma vida celeste deve influenciar-nos a tomar decisões corretas e dignas de alguém que passará a eternidade diante de Deus (2 Ts 1.5-12). Diante da certeza do céu, e de uma vida eternamente adorando, diga não, cotidianamente, a tudo o que possa afastar você de sua comunhão com o Senhor. Não permita que pequenas coisas, prazeres fugazes, instantes de ilusão, roubem as certezas imperecíveis que Jesus garantiu por seu ato de amor na cruz. Como a Bíblia declara: não sejamos profanos como Esaú (Hb 12.16); maldosos como Caim (1 Jo 3.12); avarentos como Ananias e Safira. E sim, excelentes como Daniel (Dn 5.12); cheios do Espírito como José (Gn 41.38); dedicados como Paulo (2 Co 11.26).
3. Ser, adorar e amar. A restauração que Deus tem a fazer em todo o universo, reestabelecerá todas as coisas ao seu devido lugar. Por isso, esperemos com grande expectativa o cumprimento das promessas de Cristo, sabendo que o advento integral do Reino de Deus também nos atingirá de forma especial. Nossa interioridade, que hoje passa por aflições, crises, medos e receios, será eternamente sarada (Ef 3.16). Nossas dores, serão finalmente aniquiladas, e tendo nosso homem interior renovado a semelhança de Cristo, poderemos adorar a Deus como nunca fizemos antes, para experimentarmos assim todo o amor que o Pai, desde a fundação do mundo, tem reservado para seus filhos amados (1 Pe 1.19-23). Lancemos fora todo medo, não fomos feitos para a condenação ou para o inferno, por isso, aproximemo-nos com confiança daquele que nos fez para sermos plenos adoradores de seu Filho Amado (2 Pe 1.17).

Quanto mais próximo de Deus ficamos, mais evidente torna-se quem o Pai é, e quem somos nós.

SUBSÍDIO 1
"Deus não é egoísta a ponto de criar bajuladores para sentarem-se ao seu lado e entoar-lhe louvores. Se assim fosse, teria feito esses seres fracos e dependentes. No entanto, temos a impressão de que Deus criou esses quatro seres tão poderosos e ferozes quanto possível. Apesar disso, estão tão perto do trono de Deus, que se sentem completamente envolvidos por sua presença. Gozando eternamente de sua glória, nada lhes resta a não ser adorá-lo. Mas o que existe em Deus capaz de envolvê-los ou dominá-los? É a sua santidade e não a sua sabedoria, poder ou glória. A santidade de sua presença é tão poderosa que aniquila os impuros que se aproximam (Êx 28.35,43; 30.20,21) e o homem que tocou a arca e morreu (1 Cr 13.9,10). Talvez C.S. Lewis tenha expressado melhor essa ideia quando disse que nosso corpo mortal é demasiadamente fraco para suportar uma simples fração da presença de Deus. Certamente nos desfaríamos caso experimentássemos um pouco mais dessa presença. Os nossos corpos não serão glorificados para que estejam protegidos do sofrimento, mas para que sejamos fortalecidos e assim possamos estar na presença de Deus" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1859).

SUBSÍDIO 2
"Apocalipse 21.6 - Assim como Deus terminou o trabalho da criação (Gn 2.1-3), e Jesus concluiu a obra de redenção (Jo 19.30), eles também irão terminar todo o plano de salvação, convidando os redimidos a uma nova criação e proclamando: 'Está cumprido'. Deus disse: 'Eu sou o Alfa e o Ômega,o Princípio e o Fim'. Isto repete 1.8 (veja também 1.17; 2.8), onde Cristo tinha dito isto a João. Alfa e ômega são a primeira e a última letra do alfabeto grego. Deus é soberano sobre a história e está no controle de tudo. Deus prometeu que, a quem quer que tiver sede, de graça Ele lhe dará da fonte da água da vida. Esta água também é descrita em 22.1 e simboliza a vida eterna. Jesus tinha falado com a mulher samaritana a respeito desta água (Jo 4.13,14), assim como a todos os que cressem nele (Jo 7.37,38). A água retrata a recompensa daqueles que 'venceram' (21.7). Estes já não terão mais necessidades, pois as suas necessidades serão completamente satisfeitas por Deus, por toda a eternidade.
Apocalipse 21.7,8 - Os versículos 7 e 8 formam um intervalo; eles destinam-se aos leitores que precisam fazer uma escolha sobre se farão parte dos vencedores, que herdarão todas as coisas (21.7)" (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. Vol 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.914)

CONCLUSÃO
Vivemos para adorar ao Pai, tendo sido libertos do domínio do pecado por Jesus e seu sacrifício salvífico, e por meio do Espírito Santo que nos ensina cotidianamente a como apresentar o melhor de nós para Deus.
HOra da rEViSãO
1.     Deus precisa de nossa adoração? Justifique sua resposta.
Não, adoração é um privilégio que Deus concede aos seres criados, nunca uma necessidade sua.
2.     Qual era o plano eterno de Deus ao criar todas as coisas no início de tudo?
Criá-los para um íntimo e amoroso relacionamento com Ele por meio da adoração.
3.     Qual a finalidade de tudo o que existe no universo?
Exaltar, louvar e adorar ao Deus Criador.
4.     Que certeza podemos ter acerca do futuro que Deus tem preparado para nós?
Haverá uma restauração de todos os seres e coisas existentes de tal modo que tudo que existirá será exclusivamente para a glória de Deus.
5.     Qual o sentido de nossas vidas?
Adorar ao único Deus, criador de todas as coisas.


Lição 12. 18/12/2016 MODISMOS NA ADORAÇÃO E NO LOUVOR





tEXtO dO dia
SÍNtESE
"Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes."
(Tt 1.9)
Deve haver princípios que orientem nossa adoração e louvor; estes, contudo, precisam ser extraídos da Palavra de Deus.
Agenda de leitura
SEGUNDA - Jz 2.12
O modismo espiritual ainda no AT

QUINTA - Ef 4.14
Cuidado com as novidades doutrinárias
TERÇA - Ap 2.14
O tortuoso caminho de Balaão
SEXTA - Tt 1.16
O comportamento daqueles que introduzem modismos
QUARTA - Jd 4
Os falsos profetas e seus falsos ensinos
SÁBADO - 2 Jo 10
Como lidar com os falsos mestres
Objetivos
o   IDENTIFICAR as características dos falsos mestres conforme o texto de 2 Pedro.
o   ANALISAR as causas e efeitos dos modismos na adoração.
o   IDENTIFICAR as três causas dos modismos no louvor da igreja hoje.
Interação
Caro (a) educador (a), esta tende a ser uma lição bem participativa. Como há várias referências a modelos de adoração e tipos de músicas que se desenvolvem na igreja atualmente, é natural que seus alunos acabem identificando, pregadores, pastores, igrejas, bandas e cantores, que seguem modismos. Nesse momento é necessária muita prudência, não torne a aula um palco de polêmicas, não permita que ninguém aproveite a oportunidade para tecer críticas vazias ou maldosas a determinadas pessoas, especialmente se for alguém de sua comunidade ou mesmo de sua turma. Demonstre a seus alunos que o objetivo da lição é construtivo, ou seja, é colaborar para o desenvolvimento sadio e espiritual do louvor e adoração em sua comunidade, por meio da reflexão, do reconhecimento de erros e da restauração; ressalte que é impossível construir algo positivo por meio de contendas, indiretas ou falta de compreensão.
Orientação Pedagógica
Inicie sua aula solicitando aos seus alunos que daquele momento em diante comecem a repetir o que você faz. Daí em diante comece a fazer uma série de ações (por exemplo, bater palmas, bater o pé, sentar-levantar, etc) que deverão ser reproduzidas por eles. Se em algum momento alguém parar de repetir as ações, aponte para essa pessoa e faça um gesto de reprovação (o que deverá ser repetido por todos). Depois desse momento introdutório, peça a seus alunos que expliquem o porquê de cada movimento. Provavelmente eles só saberão explicar a reação à pessoa que parou de repetir as ações. Ao final, demonstre a irracionalidade dos modismos, onde as pessoas fazem uma série de ações sem saber ao certo porque as realizam, simplesmente seguem alguém que gostam ou confiam. Destaque ainda o papel discriminador das "modas", segundo o qual, quem não as obedece é ridicularizado ou diminuído pela coletividade.
Texto bíblico
2 Pedro 2.1,13-19
1. E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
13. recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites cotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
14. tendo os olhos cheios de adultério e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
15. os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.
16. Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
17. Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva;
18. porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne e com dissoluções aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro,
19. prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Vivemos numa sociedade fluida. Prega-se que ao invés de valores e princípios - fixos e tradicionais - deve-se optar por tendências e modas - efêmeras e midiáticas. Essa tendência que se instaurou na sociedade contemporânea tem forte repercussão no campo religioso, especialmente quanto ao desenvolvimento do louvor e da adoração. A lógica do "faça rápido", do "quem não aparece não é lembrando", do "falem bem ou falem mal, mas falem de mim" invadiu o território sagrado da espiritualidade, transformando nossos adoradores em pop-stars e os cultos em "agendas" comerciais. A simplicidade e discrição, própria do cristianismo, foi substituída pelo glamour e pela midiaticidade. Todos querem ser notícia, cantar a música do momento, ir ao show de um ídolo. Parece que a mesma máquina de fazer dinheiro que impera no meio artístico de um modo geral, invadiu o segmento "gospel". Em nome de Mamom, Jesus é preterido.

I -  A DENÚNCIA DE PEDRO COMO ALERTA PARA NOSSOS DIAS
1. Os falsos profetas. A preocupação de Pedro, que em grande parte é a preocupação de vários profetas ainda no Antigo Testamento, era a de que uma falsa liderança se levantasse sobre o povo de Deus distorcendo os ensinamentos de Cristo (Dt 13.1-18; Jr 23.9-15; Ez 12.21-28). As pessoas que Pedro denunciava, já naquela época, possuem, ainda hoje, uma série de características perigosas e identificadoras de suas más intenções: São avarentos e gananciosos (2 Pe 2.3). Desejam fazer do povo de Deus mercadoria para negócio; são rebeldes e incapazes de obedecer às autoridades (v.10; são irracionalmente pragmáticos (v.12,13), só pensam nos resultados imediatos, ainda que para isso acabem com princípios espirituais; são cheios de pecados sexuais, a mente, o coração e os olhos deles são dominados por adultérios (vv.14,15).
2. O culto defendido pelos falsos doutores em 2 Pedro. Segundo os falsos mestres que Pedro denuncia, a vida do cristão não precisa ter grandes mudanças, libertação de pecados. Basta que ele permaneça como está, pois isso é ser livre. Mas como Pedro denuncia, esse discurso de falsa liberdade é a fonte de escravidão e dissolução daqueles que deveriam afastar-se do mal (vv.18,19). Seguindo a retórica falaciosa do princípio de que é "Proibido proibir!", aquilo que deveria ser adoração torna-se profanação, e o que deveria ser louvor constitui-se escândalo. A promiscuidade é travestida de liberdade, e assim permite-se tudo para manter um grupo frequentando a igreja (Gl 5.13). O Evangelho é emudecido e só há espaço para discursos de autojustificação dos excentrismos, dos pecados e da falta de transformação.
3. Este "evangelho" mudou tanto que não muda ninguém! Pedro, como verdadeiro profeta, já denunciava há quase dois mil anos que em tempos de crise desenvolver-se-ia um tipo de cristianismo que, de tão similar às práticas pecaminosas da sociedade sem Deus, não faria diferença alguma na vida das pessoas. A metáfora que o apóstolo usa no versículo 22 é extraída de Provérbios 26.11, e tem como finalidade demonstrar a ineficácia de uma espiritualidade que não liberta as pessoas. Esse tipo de "evangelho" é uma farsa, não transforma vidas, apenas as "embeleza" exteriormente para que mais tarde elas voltem a pecar, e mais uma vez retornem para a farsa religiosa, sem arrependimentos, apenas com culpas. Essa é a lógica perversa do "cristianismo sem Cristo", um ciclo de pecado, falso perdão, novo pecado, novo falso perdão... Seguir a Cristo é um processo de escolha, renúncia e perseverança (Mt 16.24).

Pense
As igrejas do "Pode-tudo" sempre são as mais cheias, as que mais aparecem na mídia, são as igrejas do momento. Todavia, os consumidores religiosos destes "armazéns da fé" são sempre muito inquietos, trocam constantemente de "fornecedor". Não abandone sua congregação. Não siga a moda, siga a Cristo.

Ponto Importante
Que o Senhor Jesus nos dê cada vez mais discernimento para sermos capazes de diferençar os verdadeiros servos de Deus, dos mercenários que desejam apenas o poder.

II -  MODISMOS NA ADORAÇÃO
1. Como se formam os modismos no mundo gospel? Definimos como "modismo" todo tipo de comportamento ou atitude que as pessoas simplesmente reproduzem, sem uma reflexão prévia. É "moda" porque faz sucesso, porque chama a atenção. Na atualidade, boa parte dos modismos são reproduzidos por meio dos mecanismos de comunicação em massa, especialmente pela internet e por seus sites ou aplicativos de compartilhamento de informações. A força dos modismos está na falsa sensação de ineditismo que eles causam. Numa sociedade das coisas supérfluas, as pessoas não gostam de repetir experiências, por isso, até em sua vida espiritual procuram vivências novas, diferentes. Partindo deste princípio é que o modismo atinge outro ponto central para sua reprodutibilidade: o narcisismo. Quem faz algo novo torna-se o centro das atenções, e infelizmente muitas pessoas não estão em busca de uma adoração verdadeira, mas de tornarem-se celebridades.
2. As modas na adoração. Os modismos na adoração são cíclicos, vão e vêm, sempre obedecendo ao princípio do ineditismo que alimenta o narcisismo. Tais modismo, de um modo geral, tiram a glória que pertence a Deus e direcionam a uma pessoa ou objeto (Êx 32.4; Ap 13.4). Daí temos as orações pelos copos com água ou pelas Carteiras de Trabalho; os tapetes ungidos; as vigílias centradas no número sete, etc. Existe a moda dos acontecimentos sobrenaturais no culto: todo culto alguém tem que cair; alguém rodopia; alguém marcha no poder. Acontecimentos que, se fossem ações de fato espirituais, deveriam ser episódicos e não programados.
3. Os efeitos dos modismos na adoração. Os efeitos destes comportamentos são terríveis para o desenvolvimento de uma igreja: as pessoas não amadurecem espiritualmente (Hb 5.12), há um excesso de meninices (1 Co 14.20), são facilmente enganadas por falsos obreiros (2 Tm 3.13). É celebrado o culto, mas Cristo não é adorado (Mt 7.20-23). O que se faz pode-se chamar de adoração extravagante - onde pessoas gritam, choram jogam-se ao chão -, ou ainda de culto das primícias, do pentecostes - cheio de símbolos judaicos: shofar, candelabro, palavras em hebraico e ofertas em dinheiro -, todavia não são momentos de adoração, pois o simples nome não define uma celebração como verdadeira adoração. Pessoas que entram pelo caminho da falsa adoração enveredam por uma trajetória de ilusão, sofrimento e frustração (Cl 2.4,8,16).

Pense
Os modismos na adoração são prejudiciais à Igreja, pois tiram a glória que pertence a Deus e direcionam a uma pessoa.

Ponto Importante
Ser narcisista é tornar a si mesmo como objeto de adoração e veneração; para um narcisista ninguém é melhor que ele, somente ele é digno dos holofotes, aplausos e olhares.

III -  MODISMOS NO LOUVOR
1. Muita repetição e pouca música. O louvor é algo intimamente ligado a construção do povo de Deus. Os judeus possuem uma vasta coletânea de salmos, já a Igreja Primitiva possuía um conjunto de hinos públicos. Para o desenvolvimento deste repertório musical foi necessário muita inspiração e dedicação. Infelizmente hoje, uma parte das canções que cantamos na Igreja são plágios explícitos de músicas seculares; outras canções, apesar de inéditas, são compostas de tão poucos versos que é necessário repeti-la várias e várias vezes. Há ainda uma grave pobreza de conteúdo, canções que falam apenas de vitória, depois de vitória e no fim de vitória; temas repetitivos, estruturas poético-musicais paupérrimas. Quando lemos o Salmo 119, ou mesmo um cântico como o de Romanos 8.31-39, pode-se perceber que a inspiração de Deus é infinita e a riqueza de temas e assuntos é inesgotável. Cabe àquele que se dedica ao louvor que o faça com empenho e humildade.
2. A "indústria do louvor". No final da década de 90 e  início dos anos 2000, concretizou-se a guinada descendente da indústria fonográfica. Com a popularização dos aparelhos de reprodução de CD's e da internet, os grandes selos musicais entraram em decadência. Contudo, os empresários do entretenimento musical logo perceberam que o segmento evangélico, por seus princípios éticos, continuava consumindo os CD's e DVD's de seus cantores. A indústria da música passou a contratar e gravar música gospel, que antes era preterida. Nossos irmãos tornaram-se artistas, suas músicas, as capas de seus CD's e seus shows tornaram-se plágios do mercado secular. Não houve apenas uma profissionalização do louvor, desenvolveu-se uma mercantilização da fé. Hoje há artista gospel em comícios de políticos, em programas de TV com baixa audiência, músicas como trilha sonora de novelas. E não foi para a glória de Deus, e sim, para o enriquecimento de alguém.

Pense
Por que falta criatividade e inspiração em muitas canções evangélicas hoje? Se Deus não mudou, a resposta só pode ser uma: o louvor tem deixado de ser um ministério, serviço, para ser uma indústria, um negócio, com prazos, valores e lucros. A "comercialização da fé" nunca será abençoada por Deus.

Ponto Importante
Todo obreiro é digno do seu salário. Aquele que faz a obra de Deus com dedicação e esmero deve ser reconhecido, em todas as áreas, por seu empenho. Todavia, é a lógica perversa do acúmulo de riqueza que faz com que muitos de nossos irmãos trabalhem muito, para enriquecer a outros.

SUBSÍDIO
"A razão da audácia dos falsos mestres é encontrada na sua animalidade. Eles são como animais irracionais (12), que nascem para ser capturados e destruídos como animais de rapina. Sua brutalidade é evidenciada no fato de blasfemarem do que não entendem. Eles posam como peritos espirituais quando, na realidade, são ignorantes quanto às coisas de Deus. Ao destruírem, eles certamente serão destruídos; ao serem injustos, eles receberão o salário da iniquidade (v. 13). Mas Pedro ainda não terminou. A animalidade deles é percebida no fato de terem prazer nos deleites cotidianos. Esses cristãos professos são nódoas [...] e máculas para a comunidade cristã. A última parte do v. 13 tem sido interpretada da seguinte maneira: "[...] os enganam, vivendo em pecado repugnante por um lado, enquanto pelo outro juntam-se a vocês em suas festas fraternais, como se fossem homens sinceros" (Bíblia Viva). Visto que seus olhos são cheios de adultério (14), eles não conseguem ver uma mulher sem ter pensamentos lascivos. Na verdade, eles estão tão profundamente emaranhados que não cessam de pecar (são incapazes de parar de pecar), porque, por meio da avareza, exercitaram o coração com desejos maldosos" (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 10,Hebreus a Apocalipse. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 274).

CONCLUSÃO
Só existe oferta porque há mercado. Só existe artista porque há plateia. A adoração e o louvor obedecerão tanto mais os modismos do entretenimento secular quanto nós, em nossas igrejas, aceitarmos, comprarmos e reproduzirmos esses comportamentos decadentes. Só há um modo de retornarmos a essência da adoração: apresentando nossa adoração como puro louvor, nosso louvor como desinteressada adoração. 
HOra da rEViSãO
1.     Quais as principais características dos falsos profetas, que ensinam uma falsa adoração?
São avarentos e gananciosos; são rebeldes e incapazes de obedecer às autoridades; são irracionalmente pragmáticos; são cheios de pecados sexuais.
2.     O que acontecerá se nossa espiritualidade tornar-se um "cristianismo sem Cristo"?
Tornar-se-á um ciclo de pecado, falso perdão, novo pecado, novo falso perdão, sem qualquer encontro genuíno com Cristo.
3.     Apresente uma definição para "modismo".
É todo tipo de comportamento ou atitude que as pessoas simplesmente reproduzem, sem uma reflexão prévia.
4.     Quais as principais consequências dos modismos na adoração?
As pessoas não amadurecem espiritualmente, há um excesso de meninices, são facilmente enganadas por falsos obreiros. É celebrado o culto, mas Cristo não é adorado.
5.     Quais as três causas que explicam o surgimento dos modismos no campo do louvor?
Falta de inspiração, pouca criatividade, industrialização do louvor.